Madrezita






Pés roxos choravam
inchados embaixo das cobertas
E pedaços coloridos
de cérebro
flutuavam sobre o pirex
no freezer
Pensamentos tolos
grudados na gelatina
corroendo-me o corpo

"Pero, no fume las pistolas, Zeca"

Dizia madrezita loca

Correr de encontro à mama-elétrica
Fase amorfa da face
amassada no vidro
Crise infantil da humanidade
Ruídos cavernosos de motosserras 
e bactérias
perfurando o céu da boca

Lavava toda a roupa cantando
repetindo

"Pero, no fume las pistolas, Zeca"